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Há um certo tempo, temos acompanhado as mudanças nos GRANDES sites nacionais e internacionais para os padrões web. Fala-se muito sobre sites acessiveis, webstandards, códigos simples, manutenção rápida, etc.
Na contramão de tudo isso, tenho visto que grandes sites comerciais, como o Yahoo, por exemplo tem cada vez mais utilizado (em produtos novos) o Flash no seu site em inglês. Embora tenha uma versão light para quem não possui o plugin (caso raro).
No Brasil, há alguns dias um amigo me avisou que o jornal JB ONLINE havia lançado sua nova versão, com conteúdo predominantemente em Flash, mas também com versão mais simples (leia-se pobre e de mau gosto - visualmente falando) para os que não possuem o plugin.
Tenho conversado com muita gente da área de comunicação e eles são unânimes ao dizer que essa é uma “nova” (?) tendência. Justamente o oposto do que as pessoas esclarecidas da área de tecnologia dizem.
Será que, na falta de gente especializada, estão optando por uma “volta estratégica no tempo”? É vantagem ter trabalho 2 vezes, manter uma equipe de 200 pessoas (exagero) e fazer versões paralelas do site para web, celular, palm, etc - mesmo para os que utilizam um CMS por trás do site (como os casos acima)? - quando conseguiria algo mais simples optando pelos padrões web?
Eu, como mero espectador “ignorante”, não estou entendendo mais nada e do jeito que as coisas andam por aí, acho que estão complicando demais e, por hora, estou optando por ficar com meu trabalhinho simples. :)
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José Luiz Coe é meu nome, Zeck é meu apelido. Sou engenheiro de computação de formação, webmaster de profissão e fotógrafo por diversão.
No meu modo de ver as coisas há duas vertentes de pensamento sobre design envolvidas aí: enquanto a primeira defende a acessabilidade, economia de espaço, velocidade e padrões de publicação; a outra afirma que os padrões são importantes, mas que está matando a criatividade.
Eu pergunto: sob qual aspecto devemos nos basear ao construir sites?
Pensemos que nem todos têm computadores com processadores sequer com o mínimo de configuração necessária para rodar sites construídos inteiramente em flash ou ajax ou o que seja.
Vale a pena nos esforçarmos para elevar o nível de qualidade visual (qualidade essa que eu questiono) e limitarmos por alto o número de acessos individuais?
Outra pergunta: flash e ajax garantem por si sós o nível de interatividade de um site?
e para finalizar: Que criatividade limitada é essa, que depende de linguagens de programação baseadas em animações gráficas?
Eu penso da seguinte forma: Daqui pra frente quem não se adequar aos padrões, um abraço!!!!
caramba.. to chocada. Ainda nao tinha visto esse site do JB. É uma mudança significativa embora eu nao seja fã de flash. Ficou bem interessante. MAs acho que ele peca pelo conteudo extremamente comprimido no index.
Como se não bastasse colocar o site em Flash, eles ainda colocaram um CAPTCHA (aquelas imagenzinhas distorcidas que você tem que digitar o que tem escrito nelas) pra quem quiser ler o jornal, com a interessantíssima justificativa de “evitar que programas de computador maldosos diminuam a qualidade de nosso serviço.” (!)
http://ee.jornaldobrasil.com.br/reader/
Sem contar que, na minha máquina, só aparece metade do site em Flash, porque eu uso Linux e não tenho as fontes do Windows…