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Voltando ao tempo tempo da escola…
Imagine aquele seu amigo ou amiga que só falava besteira, mas era super estrovertido(a) e conversava sobre qualquer coisa (mesmo sem saber o que estava falando) só para se “enturmar”. Aposto como você lembrou de alguém - depois me conta quem foi, ok? :)
Agora imagine aquele outro amigo cuja família era dona da escola e da metade da cidade.
Junte a eles um terceiro (calma, este é o último - prometo) “criativo” sem escrupulo algum que faz qualquer coisa para aparecer ou “se dar bem”, seja com carteira de estudante ou outras maneiras que não valem aqui serem discutidas, afinal são apenas suposições.
Pensou?
Imagine agora que eles se reencontraram alguns anos depois e, “por incrível que pareça”, aquelas criaturas que já não valiam muita coisa separadas, estavam juntas e mais experiêntes - cada qual em sua “especialidade”. Perigoso, não?
Imaginou?
Por onde andam?
Supondo que o primeiro, mais falante que nunca, tenha virado jornalista e hoje seja dono de uma poderosa rede de comunicacao internacional; o segundo esteja mais rico e hoje seja político (poderia ser qualquer outra profissão - aproveitei o gancho das eleições). O terceiro, o mais sabido, tenha sido o responsável pelo reencontro ocasional, pois virou advogado e passou a cuidar da imagem das empresas dos dois amigos.
Imagine agora que juntos eles usam conforme sua vontade todas suas influências (”midia, política e justiça”) para fazer você pensar o que eles querem.
Lembra que você não confiava nem um pouco nestas três criaturas no tempo da escola?
Já parou para pensar que ao assistir aquele seu noticiário preferido na TV, folhear seu jornal preferido, ler a sua revista preferida ou acessar uma notícia na internet no seu site preferido, você pode estar consumindo e muitas vezes apenas repetindo as idéias destes três amigos?
É por causa desta paranóia repentina que eu apelo a você amigo blogueiro que sempre leia TODAS (ou pelo menos mais de 2) revistas que falam sobre o mesmo tema, assista TODOS os noticiarios da TV, leia mais de dois jornais, escute TODOS os lados de uma mesma história, pesquise no google, mas se não encontrar, use o Yahoo, Altavista ou similares. Enfim, não se limite.
Veja o que vários autores falam sobre um mesmo assunto e, se não concordar, faça a sua própria teoria. Quem garante que eles não estão errados? Sabia que, no tempo da escola, muitos destes autores eram como aqueles amigos que você lembrou parágrafos acima? A única diferça entre eles e você é que eles escreveram e você não. Só isso!
Na pior das hipóteses, ao se aprofundar e conhecer outros pontos de vista, você vai ter uma base de conhecimento fundamentada para tecer sua própria opinião, se tornará uma pessoa mais interessante, ampliará seu conhecimento, será uma pessoa informada e acima de tudo, vai ter o poder de escolha além da imposta.
A outra opção é ficar fazendo absolutamente nada, aceitar e repetir o que todo mundo diz, afinal, é bem mais cômodo terceirizar o cérebro e apenas repetir a conclusão dos outros. Até meu papagaio, que não tem nada de bobo, já sabe disso e resolveu economizar e escolher bem as poucas palavras que ele tem capacidade de decorar, né lôro?
“Lôro, Lôro!”
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José Luiz Coe é meu nome, Zeck é meu apelido. Sou engenheiro de computação de formação, webmaster de profissão e fotógrafo por diversão.
Fabuloso… gostei da crítica, vai pra Veja ou pra Globo ? ou pras duas ao mesmo tempo ? ou pra mais alguém ? hauhauhauhuahua…
Não é por nada, Monza, mas quem pensa não vai pra uma nem pra outra… ;)
O conhecimento é sim a ferramenta mais poderosa do ser humano, mas o que se faz com o conhecimento é o que determina a sua verdadeira força.
Ficar, ou se deixar ser, manipulado é uma opção, por mais que eu discorde de quem assim o faça.
Eu prefiro buscar diversas fontes e tirar as minhas próprias conclusões, e quanto a Veja e Globo, mesmo ainda assistindo esta, aquela já não passa mais pelas minhas mãos, porque o meu juízo de valor é que é uma porcaria!
Bom texto Zeck
Leiam tudo! Leiam a Veja (não somos obrigados a concordar… apenas leiam!), leiam a Capricho, leiam a Info Exame, leiam a Carta Capital, leiam a Caras, mas leiam tudo. E formem suas opiniões.
Excelente resenha, Zeck.
Boa, Zé Luíz!!! Aprendí um pouco tarde (antes tarde do que nunca) que a Verdade, como a conhecemos é feita de meias-verdades. Pesquisar sempre. Saber mais, tirar conclusões para se ter uma opinião formada. Não interessa quem disse. Interessa sim, baseado em quê, ele disse e por quê disse. Porque a verdade de cada um está na realidade de cada um. Portanto, nada melhor do que pesquisar,selecionar e fazer a própria tese a respeito do assunto. E, ter a humildade de aceitar que, muitas vezes, a nossa própria tese é inconclusiva. As vezes penso que a VERDADE foi eliminada sendo substituída por “testas de ferro” que avidademente procuram criar uma população de “laranjas” para chegar mais rápidos aos seus objetivos. A frase que deixo a você é de Antes de Cristo, romana: “Verdade, sinônimo de jogo de interêsses”… É Zé, os Cíceros da vida estão em extinção. Mas, os Machiavelli se reproduzem aos milhões… Não entendeu? Pesquise, sobrinho. Pesquise. ;) Abração!
Na escola, eu era o primeiro amigo: só falta encontrar os outros dois…
É o poder do conhecimento, porém eu penso com medo a respeito disso, pq eu sei, vc sabe e alguns que aquí expressam suas opiniões parecem saber. Mas quem decide é a maioria e esta maioria infelizmente não faz parte deste nosso contexto, essa maioria vem de uma base pobre (intelectualmente), desinteressada(se eu n sei vou me interessar por que) e corrupta(já que sou obrigado a votar pelo-menos que eu ganhe um bujão para isso)o público das novelas da globo, que acha lindo tudo que vem da TV, que não tem a menor idéia que os meior de comunicação são conseções públicas. Indico o documentário “Muito além do cidadão Kane” produzido em 93 pela BBC de londres. Se vc já viu parabéns, se n viu. Seria um bom começo pesquisar e encontrar-lo na internet.
Educação! Esta é a palavra, no meu entender!
E o texto, muito bom, se aplica a grande maioria das publicações, com algumas exceções, louvaveis!
Vejam as notícias locais, observem o enfoque dado a mesma notícia pelos diversos veículos.
Zeck, com este texto alguns colegas de trabalho podem tremer.
Um comentário com duplo sentido: BRAVO!
;)