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Hoje, não sei porque cargas d’água comecei a comparar miojo com coca-cola… e a analogia começou a fazer algum sentido (risos) quando pensei em diferenças de comportamento de gerações tão distantes que tenho contato e, diga-se de passagem, aprendo muito com eles.
Quem nasceu em meados de 1981, deve ter o mesmo “problema” que eu… tenho poucos amigos da minha idade. Dos amigos mais velhos que tenho contato diariamente, o mais novo é 9 anos mais velho que eu e dos amigos mais novos, o mais velho é 7 anos mais novo que eu. Todos super inteligentes, com gostos e costumes diversos. Conviver com amigos TOTALMENTE diferentes tem me tornado uma cara mais compreensivo, embora ainda taxado como radical e odiado (vide comentários) mesmo por quem eu nunca vi na vida :)
Costumo brincar dizendo que eu sou do finalzinho da época da “geração Coca-Cola”. Uma época onde aprendiam a dar valor a criação de coisas novas, a ser mais consistentes, a lutar por objetivos, entrar de cabeça em projetos, acreditar que tudo vai dar certo, se aprofundar no assunto seja ele qual for. Uma geração misturada com um pouco de “kamikaze“, baixinho da xuxa e rock’n roll. Falo dos anos 80. Ideologia e filosofia pura.
Em contrapartida, temos o que eu chamo de “Geração Miojo”. Tudo é (ou tem que ser) instantâneo e se não for, tem gente que morre… ou mata com terrorismo psicológico. Mas nem tudo dá para ficar pronto em três minutos.
Paro para imaginar e vejo a força, consistência, da “geração coca-cola” e a instantaneidade do “pessoal do miojo” juntos e sempre acabando da mesma forma… sem gás e fora do ponto.
É interessante ver, por exemplo, a quantidade de “bandas de uma música só” que surgem com fórmulas inovadoras e desaparecem na mesma velocidade. Assim como a quantidade de empresas que abrem e fecham todos os anos. É o que meu professor Oscar Gabriel chamava de “sistema instável”, na automação industrial (veja este link caso se interesse pelo assunto).
Tudo depende da sua opção.
Em meio a essa mistura doida, é fácil conseguir o que você quer, difícil é saber o que você quer, dada a grande quantidade de opções. Mais difícil ainda é saber se você quer algo de verdade ou só porque outros querem… é o que chamo de “não sei, só sei que quero”.
É comum você ouvir que sua idéia não é interessante e virar a coisa mais importante depois que o concorrente fez exatamente o que você falou.
Manter o foco e tentar ser original. Esse é o grande desafio.
É fácil beijar a menina mais popular do colégio, é só esperar o Carnaval fora de época chegar. É fácil comprar aquela TV de plasma de 54”, divide em 60 meses. É fácil conseguir um emprego para o qual você não está preparado, é só ir bem vestido e falar bem (ou falar mal do concorrente). É fácil ficar magro, é só diminuir o estômago. É fácil conseguir uma promoção, é só babar o chefe. É fácil aparecer na TV, fique pelado(a) ou faça sexo na praia (risos). Tudo é fácil. Acredite! Para tudo existe um atalho mais fácil.
Conseguir é fácil, difícil é manter.
Comparo um atalho à gasolina barata. Você fica feliz com a economia de alguns centavos durante meses, depois gasta rios de dinheiro refazendo o motor (parte mais cara).
Outro dia, estava conversando com minha irmã e visualizei os dois conceitos (do miojo e da coca-cola) misturados - aí que embaralhou mais ainda minha cabeça.
Ela me contou que “todo mundo” morre de inveja de uma amiga dela que recebe na faixa de uns 1 mil e 500 reais sem “fazer nada” - uau! Disse também que “todo mundo” achava patético o fato de ela (a amiga “rica”) ser tão fechada. Mal sabem que este é o valor simbólico que ela recebe pela perda da pessoa mais importante de sua vida.
E ai? Você trocaria a pessoa mais importante de sua vida por míseros 1 mil e 500 reais por mês? ( Eu falei a pessoa mais importante, não falei da mala da sua sogra nem da(o) vagabunda(o) da(o) sua(seu) cunhada(o) :P )
Tem gente que trocaria, tem gente que não.
Só sei que nessa mistura, todos querem aparecer na foto com os méritos do “produto pronto”, mas ninguém quer participar do processo de criação.
Não estou aqui para julgar, mas sim para deixar algumas coisas que eu tinha parado para analisar e resolvi escrever.
O que está certo? Sinceramente, não tenho a menor idéia. Só sei que miojo com coca-cola não é uma mistura muito boa, nutricionalmente falando :P
Só espero ter estômago e não precisar me alimentar disso (mas se precisar, que seja pelo menos um miojo de churrasco da turma da mônica com coca-cola (bem gelada) de garrafa de vidro :) )
José Luiz Coe é meu nome, Zeck é meu apelido. Sou engenheiro de computação de formação, webmaster de profissão e fotógrafo por diversão.
Que bom, sobrinho! Você está vivendo e pensando. As gerações são movidas pelos estigmas que você tão bem descreveu. Todas elas buscam um lugar ao Sol tentado não se contaminar e acabam sugadas pelo sorvedouro da convivência social. Estar “in” ou estar “out” passa a ter uma importância vital. E, com certeza as gerações sempre optam pelo “in” mesmo sabendo que seriam mais felizes “out”. Os anos 50 deram origem à rebeldia sem causa, o “viver por viver”; os anos 60 trouxeram a necessidade da contestação, da rebeldia revolucionária disposta a criar uma nova ordem. Tudo era perigoso,divino e maravilhoso.Os anos 70, foram anos de “Paz e Amor”, das Comunidades Hippies. Tudo era “Peace, flowers, freedom and happiness”… E muita Erva, ópio e LSD, Endrix, Joplin e Woodstok. Nos anos 80, vieram os Huppies - a geração que afirmava que: “Você é aquilo que você tem”; um Armani disfarça muito bem uma consciência culpada e se, em proveito próprio você tiver que passar por cima do seu melhor amigo, vá em frente. Você é um vencedor! Os anos 90 trouxeram a geração “Diet” & malhada e obsessiva. “Sarados morriam aos montes, mais que os flácidos barrigudinhos, pelos excessos que praticavam… É que, estar “in” valia qualquer sacrifício. O século XXI, mostra a geração metrosexual - a geração dos tipos “burros e bonitos” tentando criar uma sociedade tão artificial quanto os seios e bundas de silicone. É a geração “Priceless” rodeada por uma geração periférica violenta, anárquica que vai crescendo e que, possivelmente, lá por 2010 criará um novo conceito de como se deve viver. A grande verdade, e que é a grande icógnita das gerações é que a vida é boa e cheia de opções. Se a vida de alguém é ruim, não é culpa da vida, e sim da opção escolhida. Eu já comí “hot-dog” com Coca~Cola, “hamburguer” com Coca~Cola, “Kibe” e Esfiha” com Coca~Cola. Acho que está na hora de provar o “Miojo” com Coca~Cola… E, do jeito que as coisas vão, vou acabar provando “Mentos” com Coca~Diet… Abração!
Excelente, tanto o post quanto o comentário do Wilson :) as coisas passam, as gerações modificam o seu perfil mas a Coca-cola, essa resiste!
(Comentário miojo)
Muito grande. Nem li todo…
(Comentário mIgUxO)
TiNhAmU S2
(Comentário Sandro)
É um filosofeiro!!!! Será que eu estou no meio daqueles amigos? Se sim, sou dos mais velhos mais novos, dos mais novos mais velhos ou dos mais velhos mais velhos? Você estava contando idade real ou mental? E minha sogra não é mala não! Mil e quinhentos, rico??!!! Vou voltar pra Natal! E… para finalizar… cê tá ficando velho. E isso é bom! ;)
E também tem a “geração anorexia”. Não bebe coca-cola, nem come miojo. Vive de luz?
Beijosmeliga!
Misturando…
Tomo coca e como danado do miojo sempre que me dá vontade…
o bom cmo disse seu Wilson acima é que podemos escolher… já fizeram… não precisamos reinventar a roda… apenas usamos a que já foi criada…
se já fumaram, beberam, brigaram, criaram e morreram, eu não preciso fazer dnovo apenas aproveito o que já foi feito e escolho o melhor…
a vida é como um template! n tem mistério, olhe o código fonte que tudo se resolve…
sei lá, acho que fiz uma analogia da passagem abaixo..nao sei…
( Eu falei a pessoa mais importante, não falei da mala da sua sogra nem da(o) vagabunda(o) da(o) sua(seu) cunhada(o) :P )